Professora em Cacoal, Ivana é uma mãe de alma, corpo e coração

“A adoção da Débora não foi uma decisão, foi um encontro de almas”, celebra Ivana Professora em...

Nascida em Corumbá, em Mato Grosso do Sul, foi em 1985 que Ivana de Souza chegou em Cacoal para trabalhar no Banco da Amazônia. No mesmo ano, ela conheceu, através de amigos, o engenheiro agrônomo Marco Antônio Schmidt Amaral. Ivana, que já era mãe de Loraine, casou-se com Marco Antônio e teve mais duas filhas, Julia e Ana Maria.

A história de Ivana poderia ser uma história normal, como tantas outras, mas o que a distingue é a sua compaixão e amor ao próximo. Ainda sobre sua vida profissional, Ivana deixou para trás o emprego no Banco e iniciou sua carreira em sala de aula, no Centro de Reabilitação Neurológica de Cacoal – Cernic, desenvolvendo trabalhos com crianças especiais. Depois disso, Ivana, que cursou pedagogia na Universidade Federal de Rondônia, passou no concurso do Estado, na área da educação e a partir daí desenvolveu atividades com indígenas, na ONG Paca, foi diretora da Escola Estadual Carlos Gomes, trabalhou em diversos projetos educacionais e, atualmente, faz parte da equipe do Ensino Fundamental na Coordenadoria Regional de Educação de Cacoal, além de coordenar o Projeto Guaporé de Educação Integral e o Programa Novo Mais Educação

Mas Ivana se destaca não só como uma excelente profissional da educação, empenhada em exercer toda e qualquer atividade com a qual possa colaborar e ser útil, mas principalmente como mãe. Sempre empenhada na boa criação de suas três filhas, Ivana contribuiu para a formação de uma engenheira civil, uma nutricionista e tem na sua filha mais velha uma “cidadã do mundo”, formada em Turismo e Hotelaria.

Mas a experiência materna deste exemplo de mulher não para por aí.  Ivana foi surpreendida pela vida e não virou as costas para àqueles que necessitavam dela.  Em setembro de 2005, aos 40 anos de idade, Ivana conheceu um rapaz que havia sido abandonado pela esposa e se viu em apuros ao ter que criar sozinho sua filha, de seis meses.

Vendo o sofrimento e as dificuldades enfrentadas pelo rapaz, Ivana foi atrás de uma creche municipal onde a pequena criança pudesse ficar enquanto seu pai saía em busca de trabalho e renda para criar a filha. Sem achar vaga em escola pública para a criança, Ivana assumiu a mensalidade de uma creche particular.

Já na primeira semana de creche, o pai fez um pedido especial para Ivana. “Já no primeiro dia de aula, o pai, por acreditar que minha mãe pudesse dar um lar e uma vida melhor para a sua filhinha, pediu que a minha mãe se tornasse a nova mãe de sua filha e que a criasse com todo amor e carinho”, narra uma das filhas biológicas de Ivana.

“A Dedé foi um raio de luz, um presente para toda a família e principalmente um porto seguro. Muita gente acha que a família que adota está ajudando a criança, mas acreditamos ser ao contrário. Deus a colocou em nossas vidas para nos ajudar, para nos unir novamente e nos trazer muitas alegrias. A adoção da Débora não foi uma decisão, foi um encontro de almas. Quando digo isso é por que o olhar disse tudo. Eu não consegui mais ficar longe dela. Ela conhece e convive com sua família biológica. Nós, na verdade, ganhamos outra família e a oportunidade de ter a Débora em nossas vidas”.
Fonte: Giliane Perin – Secom/ Governo de Rondônia

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