Senador Acir Gurgacz deixa PF no Paraná para cumprir pena em Brasília

Condenado a 4 anos e 6 meses de prisão , o senador Acir Gurgacz (PDT-RO) deixou a sede da Polícia Federal (PF) em Foz do Iguaçu, no Paraná, na manhã desta quarta-feira, com destino a Brasília. Na capital federal, Gurgacz vai cumprir a pena em regime semiaberto por crimes contra o sistema financeiro.

O parlamentar foi condenado em fevereiro por fraudar um empréstimo obtido para empresa de turismo da família, mas ainda cabiam recursos. Em 25 de setembro, a Primeira Turma do STF determinou o início do cumprimento da pena . Mas, como Gurgacz era candidato ao governo de Rondônia, a lei eleitoral impedia a prisão.

O mandado de prisão seria cumprido em 10 de outubro, mas o senador apresentou um atestado médico de crise de labirintite e transtorno de ansiedade. Desde então, ele ficou internado no Hospital São Lucas, em Cascavel (PR), que pertence à sua família. A unidade de saúde não divulgou boletins médicos.

Na terça-feira, Gurgacz deixou o hospital em cadeira de rodas em direção à PF de Foz do Iguaçu.

Como o regime é semiaberto, há possibilidade de Gurgacz continuar exercendo suas atividades parlamentares, mesmo cumprindo pena. Caberá ao Senado decidir se ele perde ou não o mandato eletivo.

Segundo o processo, entre 2003 e 2004, o senador recebeu financiamento junto ao Banco da Amazônia com a finalidade de renovar a frota de ônibus da Eucatur de forma fraudulenta. Ele era diretor das filiais da empresa em Manaus (AM) e em Ji-Paraná (RO). O banco liberou R$ 1,5 milhão para financiar a compra de ônibus novos. No entanto, o dinheiro teve outro destino. Do total, R$ 525 mil teriam sido desviados para o próprio senador.

Com o restante da quantia, ele teria comprado ônibus velhos, diferentemente do objeto do empréstimo, que era a compra de ônibus novos. Além disso, a prestação de contas teria sido feita com a apresentação de notas fiscais falsas.

A defesa do senador alegou que não há a comprovação de que os crimes foram cometidos. Também afirmou que hão havia prova de que o parlamentar cometeu ilegalidades. Gurgacz também tinha sido denunciado pelo crime de estelionato pelo mesmo episódio, mas foi absolvido dessa acusação.

Na época da condenação, o senador divulgou nota considerando “injusta” a decisão do STF.

Em 4 de outubro, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu a candidatura de Gurgacz ao governo de Rondônia por causa da condenação no STF. Ele chegou a liderar as pesquisas de intenção de voto em junho, mas caiu ao longo da campanha. O segundo turno no estado será disputado entre Expedito Junior (PSDB) e Coronel Marcos Rocha (PSL).

Fonte: O Globo

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